Redação
Docentes e pesquisadores do Campus Araguaia da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) foram contemplados com R$ 1 milhão em um edital do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). O recurso será destinado ao projeto “Compósitos de látex e óleos vegetais amazônicos para lesões de difícil cicatrização no Diabetes”, voltado à interiorização da infraestrutura de pesquisa científica na região da Amazônia Legal.
A iniciativa é vinculada ao Centro de Pesquisa Multiusuário do Araguaia (CPMUA) e aos programas de Pós-graduação em Imunologia e Parasitologia Básicas e Aplicadas (PPGIP) e em Ciência de Materiais (PPGMat). A verba será gerenciada pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e investida ao longo de três anos para aquisição de equipamentos de alto custo e materiais necessários à pesquisa.
Inovação no tratamento de lesões crônicas
A coordenadora do projeto, professora Madileine Francely Américo, explica que o grupo vem estudando membranas de borracha natural associadas a produtos bioativos desde 2013. Pesquisas anteriores mostraram que curativos produzidos com borracha natural e própolis aceleraram a cicatrização de feridas sem a necessidade de troca por até 10 dias.
“Agora, estamos aprimorando membranas com ativos naturais, como copaíba, sucupira e babosa, para facilitar sua produção em larga escala. Essa combinação é inédita no Brasil”, destacou a pesquisadora.
A docente ressalta a relevância da biodiversidade brasileira para o desenvolvimento de novos tratamentos. “A floresta amazônica é uma fonte inestimável de compostos bioativos, essenciais para a descoberta de medicamentos. Nosso papel é explorar esses recursos de forma sustentável, contribuindo para áreas como o tratamento de doenças crônicas, como o Diabetes mellitus.”
Impacto regional e social
Para a professora, a infraestrutura e os recursos humanos disponíveis no campus são fundamentais para a execução do plano de trabalho. Além disso, o incentivo à pesquisa no interior do Brasil contribui para a fixação de profissionais qualificados na região.
“A ampliação do grupo, acesso a equipamentos de alto custo e o fortalecimento dos programas de pós-graduação tornam o interior do Brasil mais atrativo para pesquisadores. Isso reduz assimetrias e fortalece a pesquisa de ponta, trazendo impacto direto para a sociedade”, afirmou.
Equipe do projeto
O time de pesquisadores inclui os docentes doutores Madileine Francely Américo, Adenilda Cristina Honório França, Eduardo Luzia França, Fernanda Regina Casagrande Gianchini Vitorino, Gustavo Tadeu Volpato, Jackson Antônio Lamounier Camargos Resende, Kleber Eduardo Campos, Paula Cristina de Souza Souto, Victor Vitorino Lima e Wagner Batista dos Santos.
Com essa iniciativa, a UFMT reafirma seu papel como agente transformador da pesquisa científica, promovendo avanços tecnológicos e sociais que beneficiam a população local e contribuem para o desenvolvimento sustentável da região amazônica.
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